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Empresa social estimulou coleta de 176 milhões de garrafas PET no Brasil

A Plastic Bank ajuda a impedir que o plástico polua os oceanos.

A Plastic Bank, empresa social canadense que ajuda a impedir que o plástico polua os oceanos, atingiu a marca de 176 milhões de garrafas PET – ou seja, mais de 3,5 milhões de quilos de plástico – coletadas para reciclagem no Brasil. No país, a empresa atua nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. Ao redor do mundo, a Plastic Bank já coletou cerca de 3,4 bilhões de garrafas, o equivalente a 68,9 milhões de quilos de plástico.

Entre as ameaças aos ecossistemas marinhos e à saúde de nossos oceanos, a poluição por plástico é uma das mais nefastas e preocupantes. Estima-se que o plástico mate 1 em cada 10 animais marinhos no Brasil. A estimativa mundial é de que a cada minuto, um caminhão de lixo plástico seja jogado ao mar.

A Plastic Bank estrutura ecossistemas de reciclagem em comunidades costeiras, evitando que uma grande quantidade de material chegue aos corpos hídricos, reintroduzindo o plástico na cadeia produtiva e gerando impacto social positivo. O volume coletado é encaminhado para beneficiamento e reutilização em novas embalagens.

Plastic Bank
Foto: Divulgação / Plastic Bank

A empresa social oferece remuneração bônus aos coletores associados ao programa por quilo de plástico vendido em pontos de coleta parceiros, ajudando-os a aumentar suas rendas e a melhorar suas condições de vida. Quando um catador leva o plástico a um posto, o material é pesado e fica registrado no app que o profissional entregou determinado volume.

A bonificação é paga ao fim de cada mês, com a checagem do total de plástico que a pessoa vendeu no período e a certificação de que todo o volume chegou ao processador, que é quem vai fazer a reciclagem. Os catadores recebem o pagamento por meio de um cartão dado pela empresa e pode ser utilizado em toda rede credenciada Elo.

Transparência e rastreabilidade

Todo o plástico coletado é registrado no sistema em blockchain da Plastic Bank, encaminhado para beneficiamento e transformado no chamado “Plástico Social”, que pode ser reintegrado em novos produtos e embalagens como parte de uma cadeia circular. A plataforma protege todas as transações e possibilita a visualização de dados em tempo real, garantindo transparência, rastreabilidade e escalabilidade ao processo de reciclagem do plástico.

Fundada em 2013 por David Katz, a Plastic Bank atua hoje, além do Brasil, no Egito, nas Filipinas e na Indonésia, e conta com mais de 600 pontos de coleta. O objetivo é construir ecossistemas éticos de reciclagem e reprocessar os materiais para reintroduzi-los na cadeia de fornecimento para manufatura.

 

*Com informações do Ciclovivo

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