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Ecossistema de inovação do AM é líder nacional de intensidade tecnológica

 

O Índice de Inovação dos Estados de 2022, apurado pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), aponta o ecossistema de inovação do Amazonas como o primeiro colocado no ranking nacional de Intensidade Tecnológica, que representa os setores mais intensivos em tecnologia. O resultado destaca a representatividade das instituições locais de pesquisa, desenvolvimento e inovação e ratifica o trabalho desenvolvido por instituições como a Associação do Polo Digital de Manaus (APDM) no sentido de fortalecer, integrar, desenvolver e transformar o setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) do Amazonas.

O estado supera São Paulo e Santa Catarina, reconhecidamente polos de alta complexidade tecnológica e de maciços investimentos em inovação. Os dados demonstram, também, que a região apresenta um ambiente propício à inovação, possível a partir de investimentos assertivos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), acúmulo de capital humano, qualificação de profissionais de setores tecnológicos e investimento público em Ciência e Tecnologia (C&T).

O diretor executivo da APDM, Murilo Monteiro, destaca que “o levantamento feito pela FIEC é relevante no sentido de demonstrar que o esforço feito pelos atores locais do ecossistema de inovação tem surtido efeitos positivos nos índices de desenvolvimento humano e tecnológico da região. A representatividade que o Amazonas tem hoje, a partir do avanço do polo de Tecnologia da Informação e Comunicação do estado, é reflexo de iniciativas que integram a APDM e seus diversos associados, que atuam para desenvolver a região e o país, posicionando o Polo Digital de Manaus entre os mais importantes do Brasil”.

Recursos humanos

O estudo da FIEC traz, ainda, dados referentes à capital humano, fator fundamental para o pleno desenvolvimento do ecossistema de inovação de qualquer região. Conforme os dados, nota-se que o Amazonas subiu três posições no comparativo com o ano de 2021, saltando da 12º posição para a 9º colocação, sendo o primeiro da Região Norte no ranking nacional.

“Os esforços feitos por todo o ecossistema mostram que estamos no caminho certo, pois temos atraído cada vez mais jovens e profissionais para o ambiente de graduação em inovação, ciências da computação e engenharia da informação, o que reforça o quadro de pessoal do segmento”, reforça Monteiro. “Somos o estado que mais emprega profissionais de TIC no Brasil, o que confirma o impacto social positivo do segmento local”, complementa o diretor.

Pontos a melhorar

Outros dados apresentados pelo estudo da FIEC requerem a atenção tanto da iniciativa privada quanto, principalmente, de gestores públicos do estado. Índices como “Instituições” – que trata da agilidade do serviço público – e “Infraestrutura” – que trata do alcance da internet banda larga – apresentaram ligeiro retrocesso e necessitam de um trabalho integrado a fim de melhor posicionar o Amazonas dentre as demais Unidades Federativas do país. “Esta queda ainda maior no quesito infraestrutura preocupa e entendemos a necessidade do apoio de todos os atores para melhorar a questão da infraestrutura de internet no estado, uma vez que este é um fator muito decisivo para que se possa fazer avançar cada vez mais a Tecnologia da Informação e Comunicação no Amazonas”, pontuou o diretor executivo da APDM.

Posição nacional

Diante da análise de todos os índices consolidados pela FIEC, o Amazonas também caiu no ranking nacional geral, saindo da 8ª para a 10ª posição. “Para reverter esse quadro, é preciso avançar em frentes importantes, dentre eles a revogação da portaria que altera a forma de investimentos em P&D. Quanto mais dispusermos de ferramentas que permitam à região ter um ambiente de negócios amigável, maior será a perspectiva de crescimento de empresas de alta tecnologia, de inovação e de geração de postos de trabalho em quantidade e qualidade”, finalizou Monteiro.

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