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Criador do Homem-Aranha deixa livro sobre proteção da Amazônia

Livro "Aliados da Amazônia", que poderá ser adaptado para a TV, contou com a parceria de produtor brasileiro

Menos de dois anos antes de morrer, o escritor, produtor e diretor americano, Stan Lee, que por anos comandou a Marvel Comics e foi o criador de personagens como o Homem-Aranha e Hulk, participou da elaboração de um livro voltado para a importância da preservação da Floresta Amazônica.

A ideia foi concebida, e posteriormente apresentada a Stan Lee, pelo produtor e cineasta brasileiro Frederico Lapenda (produtor de “Homens de Coragem” e “Fúria”, entre outros) quando ele assistia ao filme “O Rei Leão”, em que personagens e natureza têm uma profunda relação de intimidade.

Personagens iniciam uma luta contra um monstro da floresta

E assim, a obra “Aliados da Amazônia”, de uma parceria da FTD Educação com a Stan Lee Kids Universe, foi lançada em novembro último. O cineasta americano Terry Dougas (de “Feito na América” e “Os Irmãos”) completa o trio que idealizou a obra, ao lado de Lee, falecido em novembro de 2018, e Lapenda, que vive em Los Angeles há mais de 30 anos.

 

O enredo foi criado pelo escritor brasileiro Gabriel Chalita, que participa de sessão especial de autógrafos, nesta quinta-feira (5), das 19h às 21h30, na Livraria Cutura do Conjunto Nacional, em São Paulo. Ele se baseia em uma aventura de personagens com superpoderes, unidos para combater uma criatura do mal, voltada a destruir o equilíbrio da floresta.

Coube a outro brasileiro, o artista Bruno Miranda, desenhar as animações do projeto.

Miranda, neste sentido, fez o trabalho que Jack Kirby (Quarteto Fantástico), Bill Everett (Demolidor), Steve Ditko (Homem-Aranha e Doutor Estranho), John Romita Sr (Robbie Robertson), John Buscema (Surfista Prateado) e Gene Colan (Falcão), entre outros, fizeram, ao desenvolverem os conceitos de Lee e sua equipe.

Futuramente, o livro pode ganhar versões para televisão, games e outros formatos de entretenimento, conforme afirmou Lapenda. Para ele, a obra tem um objetivo de entreter e ao mesmo tempo educar.

“Nesta era tão tecnológica e com a força da marca Stan Lee e da Amazônia, o livro traz uma mensagem de união e de consciência ambiental que tocará os corações e mentes de pessoas de todas as idades”, observou Lapenda.

Ao longo de sua carreira, o genial Lee se tornou uma verdadeira fábrica de ideias. Como escritor e editor, soube criar personagens entrelaçando suas vivências com o mundo que o cercava. Dando alma às formas que os desenhistas iriam colocar no papel.

Para ele, a proteção do planeta sempre teve relação com a segurança do indivíduo, muito baseada na resolução de seus próprios conflitos internos, em busca do autoconhecimento como forma de vencer as injustiças.

E, de figuras inabaláveis, importantes para a autoestima americana no período da Segunda Guerra, os heróis foram se humanizando. E se popularizando. O cientista Tony Stark se tornou o Homem de Ferro, com a dura armadura. Capitão América desenvolveu um escudo para bloquear o inimigo.

E os temas sociais começaram a fazer parte da história, com o surgimento de histórias que lidavam com questões como a Guerra do Vietnã, movimento estudantil, combate à intolerância e ao racismo.

E em seus últimos anos, os sentimentos que eram pano de fundo dos enredos, como a inveja, a ganância, a vingança, a justiça e a solidariedade, ganharam mais um companheiro: a preservação ambiental. A trama na Amazônia, como ocorre no universo dos quadrinhos, une elementos da cultura, do ecossistema e do folclore brasileiros aos conflitos humanos.

Lamal é um monstro que se apoia em mentiras e disfarces na busca de ameaçar a vida local, tal qual Thanos em “Vingadores”. Ele emerge das entranhas da terra, após o trabalho das formigas da região que, dentro do processo natural, acabaram abrindo um buraco com suas escavações.

A presença de Lamal pode estar ligada ao início de desavenças entre os seres da floresta, o que estimula uma aliança entre quatro personagens com poderes, que representam elementos da natureza: Gabe, o uirapuru (ar); Serena, a vitória-régia (água); Nina, a tartaruga (terra) e Duca (o macaco).

Então uma nova luta do bem contra o mal tem início. Stan Lee nunca deixou de lado o objetivo de entreter com a preocupação em preservar a vida do planeta. Mas, em vez de Manhattan ou da fictícia Wakanda, a sua derradeira batalha foi no Brasil.

Stan Lee, co-criador da Marvel, morreu no dia 12 do último mês. O empresário, que deu vida a diversos personagens da marca, já estava debilitado há algum tempo por conta de algumas doenças. ele foi uma das mentes criadoras dos super-heróis mais queridos dos leitores de HQ.

Por Eugenio Goussinsky, do R7
*Estagiária do R7, sob supervisão de Thiago Calil

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