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Pássaros exóticos da Amazônia eram vendidos e mumificados há 500 anos

Para um dos pesquisadores, a presença dos animais na região, a mais de 10 mil pés e bastante longe de seu habitat, é “incrível”

Um estudo divulgado recentemente na plataforma da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS) analisou 32 múmias de papagaios e araras-vermelhas que foram encontradas no Deserto do Atacama, no Chile.

Esses pássaros, vale pontuar, não são nativos da região, o que, para os cientistas, sugere que eles foram comercializados há 500 anos, sendo capturados na Amazônia oriental.

“O fato de pássaros vivos atravessarem os Andes [via comércio] em altitude de mais de 10 mil pés é incrível. Eles tiveram que ser transportados através de enormes estepes, clima frio e terrenos difíceis até o Atacama. E tiveram que ser mantidos vivos”, comentou José M. Capriles, um dos pesquisadores por trás do estudo, em um comunicado repercutido pelo site da revista Galileu.

Os cientistas ainda descobriram que a dieta dos pássaros era semelhante à consumida pelos seus criadores. Sendo assim, os animais consumiam alimentos majoritariamente enriquecidos com nitrogênio de milho.

Por Ingredi Brunato, sob supervisão de Pamela Malva – Aventuras na História/Uol
Foto: Divulgação / Universidade de Tarapacá
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