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MPAM abre procedimento para acompanhar situação da enchente em Itamarati

O Ministério Público do Amazonas, em Itamarati instaurou Procedimento Administrativo (PA) para fiscalizar e acompanhar as políticas públicas tomadas a partir da declaração de situação de emergência no município localizado a cerca de 985 km da capital (linha reta), decorrente das inundações de bairros periféricos e áreas ribeirinhas com a elevação do nível das águas do rio Juruá.

O procedimento, instaurado pelo promotor de Justiça de Itamarati, Caio Barros, prevê o acompanhamento do atendimento do poder público diretamente à população, com distribuição de mantimentos, remédios, insumos de uma maneira geral que possam diminuir os impactos da enchente nas casas que não foram abandonadas pelas famílias, mas também as que já foram instaladas em abrigos. O MP também vai acompanhar os gastos públicos e o uso do material, além de verbas, que a prefeitura local estará recebendo dos governos estadual e federal.

E sobre a situação atual da cheia, o promotor de Justiça de Itamarati Caio Barros relatou que a cidade já tem cerca de mil famílias afetadas de alguma forma e grande parte da cidade já está “debaixo d’água”, afetando, além da mobilidade, o atendimento do serviço público como, por exemplo, o combate à covid-19.

O promotor alerta para o agravamento do problema, caso os níveis das águas do rio Juruá, e também do rio Purus, que banham aquela região do Estado, subam ao ponto de inundar a pista de pouso da cidade. “Se a pista de pouso for inundada, o único tipo de transporte que Itaramati terá disponível será por via fluvial. No contexto de receber ajuda humanitária, como remédios, e até na necessidade transportar daqui pessoas com covid, é extremamente preocupante porque a cidade mais próxima está a vinte e quatro horas de viagem de barco, que é Carauari”, alerta Caio Barros.

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