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Lendário compositor francês Jean-Michel Jarre anuncia novo álbum ‘Amazônia’ para abril

O lendário pioneiro da música eletrônica, o francês Jean-Michel Jarre anunciou no dia 4 de março através de sua conta oficial no Instagram, que seu novo álbum Amazônia estará disponível nas plataformas digitais pela Sony Music no dia 7 de abril, além dos formatos físicos em CD e vinil para o mercado internacional no dia 9 de abril.

A edição de Amazônia em CD na Amazon custa €14,99 (cerca de R$ 118 no câmbio atual) e em vinil pelo preço de €23,99 (cerca de R$ 189no câmbio atual).

“Estou muito entusiasmado em anunciar o meu novo álbum Amazônia, a música para a visão de Sebastião Salgado”, escreveu Jean-Michael Jarre no Instagram

O multi-instrumentista francês, que surpreendeu o mundo com seus grandes concertos nos anos 1980 e 1990, se tornando um quebra-recordes do Guinness Book com shows históricos e que já vendeu mais de 80 milhões de discos em todo o mundo, agora mergulha na concepção de profundos sons da natureza para Amazônia.

De acordo com o site Jarrefan Brazil, Jarre, de 72 anos, compôs e gravou uma partitura de 52 minutos para Amazônia, novo projeto do premiado fotógrafo e cineasta Sebastião Salgado para a Philharmonie de Paris. A exposição será lançada no dia 7 de abril e deve seguir para a América do Sul, Roma e Londres.

Amazônia é uma exposição imersiva com foco na Amazônia Brasileira e conta com mais de 200 fotografias e outros meios de comunicação de Sebastião Salgado, que viajou pela região por seis anos, capturando a flores, os rios, as montanhas e as pessoas que ali vivem. A maior parte do trabalho será apreciada pelo público pela primeira vez.

“Eu queria evitar a abordagem etnomusicológica, ou criar música de fundo”, explica Jean-Michel Jarre em seu site oficial sobre o álbum Amazônia. “Então eu concebi uma espécie de caixa de ferramentas contendo elementos musicais – orquestrais e eletrônicos – destinados a recriar ou evocar o timbre de sons naturais, ao qual adicionei sons do ambiente, e finalmente fontes étnicas (vozes, músicas e instrumentos) dos arquivos de som do Museu de Etnografia de Genebra (MEG). Aproximei-me da Amazônia com respeito, de forma poética e impressionista. Escolhi os elementos vocais e sonoros em sua dimensão evocativa, em vez de tentar ser fiel a um determinado grupo étnico. Pareceu-me interessante fantasiar a floresta”, explica o compositor francês.

Jarre também observa várias formas evocativas na Amazônia, que certamente colaboraram para serem inspiradoras: “Ela carrega consigo uma imaginação poderosa; tanto para os ocidentais quanto para os ameríndios. Esta música também evoca uma forma de nomadismo, como se os sons aparecessem e desaparecessem durante uma migração. Era necessário voltar aos princípios da orquestração dos sons da natureza, trabalhar a partir de sons que se seguem aleatoriamente, mas que podem compor uma harmonia ou uma dissonância. E como em qualquer sinfonia, a obra tem momentos de clareza ou tensão”, concluiu.

Ainda de acordo com o Jarrefan Brazil, um código de acesso para baixar o som binaural e o som 5.1 estarão disponíveis nas mídias físicas do novo álbum, além de também estar presente nos formatosstreaming e download digital.

Foto: Valerie Macon/ AFP

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