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‘Gigantes’ na Amazônia: expedição mapeia novo santuário com castanheiras de 66 metros

Por Fabiana Figueiredo / G1

Uma nova expedição levou pesquisadores a 4 novas árvores gigantes na Amazônia. Desta vez, o grupo conseguiu localizar as maiores castanheiras já registradas no Amapá e angelins-vermelhos (um de 66 metros e outro de 79,19 metros) em reserva sustentável no Sul do estado, mapeando um novo santuário.

Essa não é a primeira vez que especialistas encaram a mata fechada da floresta amazônica em busca das maiores árvores da região. Em 2019, o mundo viu o registro da maior árvore da Amazônia, com 88 metros de altura, dentro uma reserva de conservação de uso sustentável, na divisa do Amapá com o Pará. Com o achado, os pesquisadores passaram a apostar na identificação de outras gigantes.

Comunitários integraram equipe que fez expedição em área de mata fechada — Foto: Rafael Aleixo/Setec/Divulgação

Desta vez, a nova expedição científica aconteceu na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru, região conhecida como Médio Jari, entre os dias 18 e 23 de janeiro. O projeto chegou a ser suspenso em março de 2020, devido à pandemia da Covid-19, mas foi retomado em outubro com um trabalho voltado para moradores da região.

Antes de iniciar a busca na floresta, os pesquisadores já sabiam a localização aproximada das 4 árvores gigantes, mas desconfiavam que seriam somente exemplares de Dinizia excelsa ducke, espécie mais conhecida como angelim-vermelho.

O doutor em ciências florestais e professor do Instituto Federal do Amapá (Ifap) em Laranjal do Jari, Diego Armando Silva, que coordena o estudo, com colaboração de outros pesquisadores amapaenses, destacou que uma das surpresas foi identificar castanheiras de 66,66 metros e 8,90 metros de circunferências.

“Até então, na literatura o maior registro em altura é de castanheiras de 50 metros. São as maiores castanheiras que a gente encontrou ali naquela região e que deixou a gente muito feliz porque a castanheira para as comunidades daquela região é símbolo de desenvolvimento regional e do extrativismo”, pontuou.

Robson Borges (de amarelo), professor da Ueap, e dr. Diego Armando (de cinza), professor do Ifap e coordenador do projeto — Foto: Rafael Aleixo/Setec/Divulgação

O trabalho contou com auxílio desde instrumentos utilizados há séculos, como a bússola, até os mais tecnológicos como o drone. As alturas das árvores foram confirmadas ainda através de escalada.

A expedição ocorreu com participação de 6 moradores de comunidades próximas ao novo santuário, representantes da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec), e ainda do Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap), e da Fundação Jari.

Foto capa: Rafael Aleixo

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