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Em Seminário, presidente da Águas de Manaus destaca as melhorias e desafios

O atual cenário do saneamento em Manaus também foi assunto no seminário “Universalização do Saneamento: Desafios e oportunidades”, realizado na manhã desta quarta-feira (21/08), na sede da Águas de Manaus, bairro Aleixo, Zona Centro-Sul da cidade.

O diretor-presidente da Águas de Manaus, Renato Medicis, abriu o seminário falando sobre as realizações da empresa em seu primeiro ano de atuação na capital amazonense. Os desafios para ampliar os serviços de abastecimento de água tratada e de coleta e tratamento de esgoto residencial na cidade também foram abordados.

“Temos planos concretos para esses setores e já começamos a promover melhorias como a inauguração de Estações de Tratamento de Esgoto (ETE´s) e reservatórios de água tratada. Temos um investimento previsto de quase R$ 3 bilhões para garantir que em 2030, 80% de Manaus tenha cobertura de esgoto. Também vamos realizar diversas intervenções na cidade para regularizar o abastecimento de água em áreas, que hoje, estão utilizando água irregularmente, como as ocupações. Já temos esses locais mapeados e queremos levar dignidade até essas pessoas, além de seguirmos implantando novas expansões de redes de água pela capital. Tudo isso vai colocar Manaus em outro patamar no cenário do saneamento básico do país”, disse Renato.

Manaus conta atualmente com 98% de cobertura de abastecimento de água e 20% de esgotamento sanitário residencial. O diretor-presidente da Águas de Manaus também destacou que a empresa valoriza a boa relação com a cidade e pretende ampliar a parceria com a população de Manaus. “Um de nossos pilares é o bom relacionamento com a população. Isso tem ajudado a melhorar o nosso serviço diariamente, seja através dos nossos programas como o Vem com a Gente e o Afluentes. Vamos ampliar essa parceria com a cidade, promovendo ações e projetos educacionais, culturais, capacitações profissionais e adoção de espaços públicos”, descreveu o diretor-presidente.

Estudo

O estudo “Benefícios Econômicos e Sociais da Expansão do Saneamento Brasileiro 2018”, realizado pelo Instituto Trata Brasil aponta que o país ainda tem cerca de 35 milhões de brasileiros sem acesso à água e mais de 100 milhões de pessoas sem coleta dos esgotos. A média nacional de coleta e tratamento de esgoto é de 44,92%.

O Brasil é o 106° país do mundo em termos de acesso ao saneamento básico. Com o investimento necessário em duas décadas, o Brasil pode chegar à índices próximos ao da universalização. Os ganhos econômicos e sociais trazidos pela expansão dos serviços de saneamento tem potencial de gerar um retorno até quatro vezes superior ao de investimentos.

Foto: Euzivaldo Queiroz/Divulgação

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